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Principais Grupos Religiosos no Mundo

Principais grupos religiosos

 
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 
 
Religiões predominantes do mundo mapeadas por país.
 
Distribuição geográfica das religiões mundiais ao redor do mundo.

Os principais sistemas religiosos e tradições espirituais do mundo podem ser classificadas em um pequeno grupo de religiões mundiais, mas não há um critério definido para o termo. A busca por uma definição começou no século XVIII, quando tentou-se observar o nível de civilidade das sociedades humanas ao redor do mundo.[1]

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Porcentagem mundial de aderentes por religião, 2015[2]

  Cristianismo (31.2%)
  Islamismo (24.1%)
  Irreligião (16%)
  Hinduísmo (15.1%)
  Budismo (6.9%)
  Outras religiões (0.8%)
  Siquismo (0.29%)
  Judaísmo (0.18%)

De acordo com The World Factbook, elaborado pela CIA com dados de 2012, os sistemas religiosos e espirituais com maior número de adeptos em relação a população mundial são: cristianismo (28%); islamismo (22%); hinduísmo (15%); budismo (8,5%); pessoas sem religião (12%) e outros (14,5%).[3] Estudos conduzidos pela Pew Research Center em 2009 mostram que, geralmente, nações mais pobres têm maior proporção de cidadãos que consideram a religião muito importante do que em nações ricas, com exceção aos Estados Unidos e Kuwait.[4] A irreligiosidade e o ateísmo respondem por 14,27% e 3,97% da população mundial, seguidos pelas religiões étnicas indígenas.

Estas tradições espirituais podem ser também combinadas em grupos maiores, ou separadas em sub-denominações menores. O cristianismoislão e o judaísmo (e às vezes a Fé Bahá'í) podem ser unidos como religiões abraâmicas. O hinduísmobudismosikhismo e jainismo são classificados como religiões indianas (ou dármicas). A religião tradicional chinesaconfucionismotaoísmo e xintoísmo são classificados como religiões da Ásia Oriental (ou taoicas).

História das categorias religiosas

Ver artigo principal: Religiões mundiais

Em culturas ao redor do mundo, tem existido, tradicionalmente, muitos grupos de crenças religiosas diferentes. Na cultura indiana, as diferentes filosofias religiosas eram tradicionalmente respeitadas como diferenças acadêmicas em busca de uma mesma verdade. No islamismo, o Alcorão menciona três categorias diferentes: os muçulmanos, os adeptos do Livro e os adoradores de ídolos. Inicialmente , os cristãos tinham uma visão de uma simples dicotomia de crenças mundiais: a civilidade cristã contra a heresia ou a barbárie estrangeira. No século XVIII, foi esclarecido que "heresia" foi um termo criado para se referir ao judaísmo e ao islamismo, além do paganismo, isso criou uma classificação de quatro categoria que gerou obras como Nazarenus, or Jewish, Gentile, and Mahometan Christianity, de John Toland, que representou a três religiões abraâmicas como diferentes "nações" ou seitas dentro de uma mesma religião: o "verdadeiro monoteísmo".

Daniel Defoe descreveu as diferenças religiosas da seguinte forma: "A religião é corretamente a adoração dada a Deus, mas isso também é aplicado à adoração de ídolos e de falsas divindades." Na virada do século XIX, entre 1780 e 1810, a linguagem mudou drasticamente: em vez de "religião", que é sinônimo de espiritualidade, os autores começaram a usar o plural "religiões" para se referir ao cristianismo e a outras formas de adoração. Uma das primeiras enciclopédias de Hannah Adams, por exemplo, teve seu nome alterado para Um Compêndio Alfabético Das Várias Seitas para Um Dicionário de Todas as Religiões e Denominações Religiosas.[5]

 
Fotografia do Parlamento Mundial de Religiões de 1893, realizado em ChicagoEstados Unidos.

Em 1838, as quatro categorias religiosas de cristianismo, judaísmo, islamismo e paganismo foram multiplicadas consideravelmente pela obra Analytical and Comparative View of All Religions Now Extant among Mankind, de Josias Conder. O trabalho de Conder ainda adere à classificação de quatro categorias, mas ele reúne muito trabalho histórico para criar algo parecido com a nossa imagem ocidental moderna: ele inclui drusos, Yezidis , mandeanos e elamitas em uma lista de grupos possivelmente monoteístas e, sob a categoria final de "politeísmo e panteísmo", ele lista o zoroastrismo, as "seitas reformadas dos vedaspuranas e tantras" da Índia, bem como "idolatria Brahminical", budismojainismosikhismolamaísmo, "religião da China e do Japão" e "superstições iliterárias".[6]

O significado moderno da expressão "religião mundial", que coloca os não cristãos no mesmo nível de cristãos, começou com o Parlamento Mundial de Religiões realizado em 1893 em ChicagoEstados Unidos. O Parlamento impulsionou a criação de uma dúzia de palestras financiadas pelo setor privado com o intuito de informar as pessoas sobre a diversidade da experiência religiosa: essas palestras financiaram pesquisadores como William JamesD. T. Suzuki e Alan Watts, que influenciaram muito a concepção pública das religiões mundiais.[7]

Na segunda metade do século XX, a categoria de "religião mundial" foi seriamente questionada, especialmente por traçar paralelos entre culturas muito diferentes e, criando assim, uma separação arbitrária entre o religioso e o secular.[8] Mesmo professores de história têm evitado e desaconselhado o ensino da concepção de "religiões mundiais" nas escolas.[9] Outros veem a formação das religiões no contexto do Estado-nação como uma "invenção de tradições".

Religiões mundiais

Uma maneira de definir uma grande religião é pelo número de adeptos atuais. Os números da população religiosa são computados por uma combinação de relatórios de censos e pesquisas populacionais (em países onde os dados sobre religião não são coletados no censo como, por exemplo, os Estados Unidos ou a França), mas os resultados podem variar muito, dependendo da forma como as perguntas são formuladas, as definições de religião usadas e o viés das agências ou organizações que realizam tal pesquisa. Religiões informais ou desorganizados são especialmente difíceis de estimar.[carece de fontes]

Não há consenso entre os pesquisadores quanto à melhor metodologia para determinar o perfil religioso da população mundial. Uma série de aspectos fundamentais estão são importantes, como se essa "cultura religiosa é historicamente predominante";[10] se entram na estimativa apenas aqueles que praticam ativamente uma religião em particular;[11] se a estimativa for feita com base no conceito de "adesão";[12] entre outros.

Grandes

Categoria religiosaNúmero de adeptos
(em milhões)
Tradição culturalPrincipais regiões
Cristianismo 2.000–2.200 [13] Religiões abraâmicas Predominante no mundo ocidental (EuropaAméricas e Oceania), África subsaarianaFilipinas e Timor-Leste no Sudeste da Ásia. Existem minorias no mundo todo..
Islã 1.570–1.650 [14]
[15]
Religiões abraâmicas Oriente MédioNorte da ÁfricaÁsia CentralSul da ÁsiaÁfrica OcidentalArquipélago Malaio, com grandes comunidades na África OrientalBálcãsRússia e China (ver islão por país).[16]
Sem religião 1.100 [17] Secularismo Predominante no mundo ocidental. Existem minorias ao redor do mundo (ver irreligião por país).
Hinduísmo 828–1.000 [18] Religiões indianas Sul da ÁsiaBaliMauríciaFijiGuianaTrinidad e TobagoSuriname e minorias ao redor do mundo.
Budismo 400–500 [19]
[20]
[21]
Religiões indianas Sul da ÁsiaÁsia OrientalSudeste da ÁsiaAustrália e algumas regiões da Rússia.
Religiões folclóricas 600-3.000   Religiões folclóricas ÁfricaÁsiaAméricas
Religião tradicional chinesa (inclui o taoísmo e o confucionismo) 400-1.000
[22]
[nota 1]
Religiões da Ásia Oriental Ásia OrientalVietnãSingapura e Malásia.

Médias

Categoria religiosaNúmero de adeptos
(em milhões)
Tradição culturalPrincipais regiões
Xintoísmo 27–65 [23] Religiões da Ásia Oriental Japão
Sikhismo 24–28 [24]
[19]
Religiões indianas Subcontinente indianoAustralásiaAmérica do NorteSudeste da ÁsiaReino Unido e Europa ocidental.
Espiritismo 15-20 [25] Religiões abraâmicasNovo movimento religioso[nota 2] Em todo o mundo, mas principalmente no BrasilCuba e na Jamaica.
Judaísmo 14–18 [19] Religiões abraâmicas Israel e ao redor do mundo através da diáspora judaica (maior parte na América do NorteAmérica do SulEuropa e Ásia).
Wicca e Neopaganismo 12-19 [27] Novo movimento religioso Estados UnidosAustráliaEuropaCanadáBrasil.
Jainismo 8–12 [nota 3] Religiões indianas Índia e África Oriental.
Fé Bahá'í 7,6–7,9 [28]
[29]
Religiões abraâmicas[nota 4] Dispersa pelo mundo,[30][31] mas com grandes populações (cerca de 60% dos adeptos da Fé Bahá'í) na ÍndiaEstados UnidosVietnãQuêniaRepública Democrática do CongoFilipinasZâmbiaÁfrica do SulIrã e Bolívia[32]
Cao dai 1–3 [33] Religiões da Ásia Oriental Vietnã.
Cheondoísmo 3 [34] Religiões da Ásia Oriental Coreia do Norte e do Sul
Tenrikyo 2 [35] Religiões da Ásia Oriental Japão e Brasil.
Igreja Messiânica Mundial 1 [36] Religiões da Ásia Oriental Japão e Brasil
Seicho-no-ie 0,8 [35] Religiões da Ásia Oriental Japão e Brasil.
Movimento rastafári 0,7 [37] Novo movimento religiosoReligiões abraâmicas JamaicaCaribe e África.
Unitário-Universalismo 0,63 [38] Novo movimento religioso Estados UnidosCanadáEuropa.
Zoroastrismo 0,3   Religiões iranianas ÍndiaIrãTadjiquistãoAfeganistão.

Ver também

Notas

  1.  O número de pessoas que se consideram parte de uma "tradição popular" é impossível de determinar.
  2.  Existe certa divergência quanta a definição da doutrina espírita como uma religião. Seu fundador, o pedagogo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail - que adotou o pseudônimo Allan Kardec - a definiu como uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal.[26]
  3.  O número para a população de jainistas difere entre de 6 a 12 milhões devido às dificuldades de identidade jainista, com jainistas em algumas áreas sendo contados como uma seita hindu. Muitos jainistas não indicam o jainismo como sua religião nos formulários do censo por várias razões, tais como certas castas jainistas considerarem-se tanto hindus quanto jainistas. Após uma forte campanha publicitária pedindo para adeptos dessa religião registrarem-se como tal, o censo de 1981 da Índia retornou 3,19 milhões de jainistas. Este foi estimado na altura ainda estar a metade do número verdadeiro. O censo indiano de 2001 totalizou 8,4 milhões de jainistas.
  4.  Historicamente, a Fé Bahá'í surgiu no século XIX na Pérsia, no contexto do islã xiita,e, segundo seu preceito de Revelação Progressiva, pode ser incluída na tradição abraâmica.
 

Referências

  1.  Masuzawa, Tomoko (2005). The Invention of World Religions (em inglês). Chicago University of Chicago Press: [s.n.] ISBN 978-0-226-50989-1
  2.  Hackett, Conrad; Mcclendon, David (2015). Pew Research Center, ed. «Christians remain world's largest religious group, but they are declining in Europe»
  3.  «People and Society»The World FactbookCIA. 2012
  4.  Pew Research Center (1 de janeiro de 2008). «Income and Religiosity». Consultado em 14 de setembro de 2009
  5.  Masuzawa 2005. pp. 49–61
  6.  Masuzawa 2005, 65-6
  7.  Masuzawa 2005, 270–281
  8.  Stephen R. L. Clark. "World Religions and World Orders"Religious studies 26.1 (1990).
  9.  Joel E. Tishken. "Ethnic vs. Evangelical Religions: Beyond Teaching the World Religion Approach"The History Teacher 33.3 (2000).
  10.  Pippa Norris, Ronald Inglehart (6 de janeiro de 2007), Sacred and Secular, Religion and Politics Worldwide, Cambridge University Press, pp. 43–44, consultado em 29 de dezembro de 2006
  11.  Pew Research Center (19 de dezembro de 2002). «Among Wealthy Nations U.S. Stands Alone in its Embrace of Religion». Pew Research Center. Consultado em 12 de outubro de 2006
  12.  adherents.com (28 de agosto de 2005). «Major Religions of the World Ranked by Number of Adherents». adherents.com. Consultado em 12 de outubro de 2006
  13.  World Christian Database Arquivado em 4 de março de 2007, no Wayback MachineGordon–Conwell Theological Seminary Centre for the Study of Global Christianity
  14.  2010 World Muslim Population pdf Arquivado em 16 de setembro de 2012, no Wayback Machine. Dr. Houssain Kettani January 2010
  15.  «Mapping the Global Muslim Population». Consultado em 8 de outubro de 2009
  16.  «World distribution of muslim population». Pew Centre. Outubro de 2009. Consultado em 26 de dezembro de 2009. Arquivado do original em 28 de dezembro de 2009
  17.  Major Religions of the WorldRanked by Number of Adherentsadherents.com.
  18.  [Clarke, Peter B. (editor), The Religions of the World: Understanding the Living Faiths, Marshall Editions Limited: USA (1993); pg. 125]
  19. ↑ Ir para:a b c "World". CIA World Factbook, 2010
  20.  Fischer-Schreiber, Ingrid, et al. The Encyclopedia of Eastern Philosophy & Religion: Buddhism, Hinduism, Taoism, Zen. Shambhala: Boston (English: pub. 1994; orig. German: 1986); pg. 50.
  21.  a BBC News article
  22.  [1]
  23.  Japanese government
  24.  Indian Registrar General & Census Commissioner. "Religious Composition". Census of India, 2001
  25.  Ranking na Adherents.com Acessado em 4 de janeiro de 2011
  26.  Allan Kardec. O Que é o Espiritismo: noções elementares do mundo invisível pelas manifestações dos espíritos; tradução direta do original francês por Wallace Leal V. Rodrigues. São Paulo: Ed. LAKE, 1998
  27.  Encyclopedia of the Modern Middle East and North Africa (Detroit: Thompson Gale, 2004) p. 82
  28.  «World Religions (2005)»QuickLists > The World > Religions. The Association of Religion Data Archives. 2005. Consultado em 4 de julho de 2009
  29.  «World: People: Religions»CIA World FactbookCentral Intelligence Agency. 2007. ISSN 1553-8133. Consultado em 6 de setembro de 2009
  30.  Encyclopædia Britannica (2002). «Worldwide Adherents of All Religions by Six Continental Areas, Mid-2002». Encyclopædia Britannica. [S.l.]: Encyclopædia Britannica. ISBN 0852295553
  31.  MacEoin, Denis (2000). «Baha'i Faith». In: Hinnells, John R. The New Penguin Handbook of Living Religions: Second Edition. [S.l.]: PenguinISBN 0140514805
  32.  «Most Baha'i Nations (2005)»QuickLists > Compare Nations > Religions >. The Association of Religion Data Archives. 2005. Consultado em 4 de julho de 2009
  33.  Sergei Blagov. "Caodaism in Vietnam : Religion vs Restrictions and Persecution Arquivado em 9 de outubro de 2011, no Wayback Machine.". IARF World Congress, Vancouver, Canada, July 31st, 1999.
  34.  Self-reported figures from 1999; North Korea only (South Korean followers are minimal according to self-reported figures). In The A to Z of New Religious Movements by George D. Chryssides. ISBN 0-8108-5588-7
  35. ↑ Ir para:a b Self-reported figures printed in Japanese Ministry of Education's 宗教年間 Shuukyou Nenkan, 2003
  36.  Clarke, Peter B. (editor), The Religions of the World: Understanding the Living Faiths, Marshall Editions Limited: USA (1993); pg. 208. "Sekai Kyuseikyo has about one million members, a growing number of them in the west and the third world, especially Brazil and Thailand. "
  37.  Leonard E. Barrett. The Rastafarians: Sounds of Cultural Dissonance. Beacon Press, 1988. p. viii.
  38.  American Religious Identification Survey

Bibliografia

  • WILKINSON, Philip. O livro Ilustrado das religiões, o fascinante universo das crenças que acompanham o homem através dos tempos. - 1ed- São Paulo : Publifolha 2000; 128p.

Ligações externas

O que sabemos sobre São José, o pai de Jesus? e as dúvidas a respeito de sua biografia

Da BBC News Brasil

em 24/12/2021 18h26

Sua história é repleta de controvérsias. Teria sido ele realmente carpinteiro? Era mesmo um senhor idoso quando se casou com a jovem Maria?

Quando se fala sobre uma figura que viveu há 2 mil anos, é natural que seja difícil comprovar fatos elementares de sua biografia. Se esta pessoa tinha uma vida simples e morava em uma região pobre, as chances de registros oficiais preservados caem consideravelmente.

Se o personagem acabou se tornando um dos elementos básicos de uma religião — no caso, o cristianismo — é altamente provável que lendas se somem às verdades, e tudo isso ajude a compor não mais uma biografia, mas uma hagiografia.

Por isso que São José, o homem de Nazaré que teria sido marido de Maria, mãe de Jesus, tem sua história recheada de controvérsias. Teria ele realmente sido carpinteiro? Era mesmo um senhor idoso quando se casou com a jovem Maria?

 


"Tudo o que sabemos a respeito de José se baseia em três tipos de fontes: os evangelhos que falam dele, o material que chamamos de [textos] apócrifos e a tradição", explica o historiador, filósofo e teólogo Gerson Leite de Moraes, professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

"Juntando tudo isso temos alguma informação a respeito da pessoa de José."

 


Ele constata, entretanto, que se trata de uma pessoa "bastante controvertida", já que mesmo os textos canônicos — aqueles relatos que integram a bíblia contemporânea — apresentam algumas discrepâncias nas poucas informações a respeito da figura paterna humana da criação de Jesus.


"Na bíblia ele é sempre apresentado como um homem justo, essa é a expressão recorrente", diz o vaticanista Filipe Domingues, doutor pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma e vice-diretor do Lay Centre em Roma.

De acordo com as escrituras, Maria era uma moça virgem prometida em casamento a ele. Quando ele percebe que Maria estava grávida, conclui que é de outro homem e, para não expô-la para a sociedade, planeja deixá-la em segredo.

 


"Em sonho, e isso é uma característica forte de São José, o anjo explica a ele que Maria está grávida do Espírito Santo. Ele aceita essa situação e, consequentemente, aceita o papel de pai adotivo de Jesus", contextualiza Domingues.

 


O vaticanista explica que essa construção da imagem de José é a tônica: de um homem forte, que em sonho ouvia a voz de Deus.


"E ele não fala, não tem fala de José na bíblia, mas apenas fala sobre ele. Portanto, pode ser considerado um homem silencioso, sereno, introspectivo", analisa.

"Era uma pessoa de ouvir e agir, de ação."

 


Doutor pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pesquisador da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o estudioso de narrativas e documentos sobre santos Thiago Maerki pontua que "sabemos pouco sobre São José porque os evangelhos oficiais nos apresentam poucos momentos da vida dele".

 


"José viveu em Nazaré, na Galileia. Os evangelhos se referem a ele aclamando-o como 'homem justo' escolhido por Deus para ser o pai amoroso de seu filho Jesus, ao casar-se com Maria", resume o pesquisador e estudioso da vida de santos José Luís Lira, fundador da Academia Brasileira de Hagiologia e professor da Universidade Estadual Vale do Aracaú, do Ceará.

"José passou pela provação da gravidez de Maria, de quem ele era noivo, mas não era o pai do filho dela", pontua Lira.  


111 anos, muita saúde, todos os dentes na boca

Se faltam palavras a respeito de José nos chamados textos canônicos, há informações importantes que pesquisadores coletaram nos chamados textos apócrifos, relatos sobre o período de Jesus que foram redigidos nos primeiros séculos da era comum e acabaram não sendo reconhecidos como basilares do cristianismo.

O mais completo e importante desses relatos é o texto chamado de História de José, o Carpinteiro, possivelmente escrito entre os séculos 6 e 7.

Ali, esse trabalhador nazareno é apresentado como uma figura mais velha, um homem viúvo já pai de algumas crianças.

Maria, ainda menina, é encarregada de ajudá-lo a cuidar dos filhos. Nesse sentido, quando ela atingisse a idade de 14 anos e meio, eles deveriam se casar.

E é nesse contexto que Maria engravida de Jesus e toda a narrativa cristã se principia.

Um dos aspectos mais curiosos desse texto é que, nele, a morte de José é descrita ? quando ele tinha impressionantes 111 anos.

 


"E o texto ressalta que ele tinha uma ótima saúde, com todos os dentes intactos e tendo trabalhado até seu último dia de vida, o que mostra certo vigor apesar da idade avançada", pontua Maerki.

 


Sobre a morte, aliás, o relato apócrifo recupera essa ideia de um homem que era sempre avisado e orientado pela voz divina.


"Ele teria sido avisado por um anjo da morte", diz o pesquisador.

"Muito provavelmente isso não tem nenhum fundamento", admite Moraes.

"Mas ajuda a consolidar uma série de coisas. É um texto de pelo menos 1,4 mil anos sobre uma figura controvertida, que é José, sobre quem os evangelhos não dizem muito. Pela tradição, até para preservar o dogma da virgindade de Maria, faz sentido montar a cena de uma jovenzinha com um sujeito muito mais velho."

"A última vez que a bíblia fala a respeito de São José é no episódio do encontro de Jesus no templo, quando ele tinha 12 anos de idade", assinala Lira.

"Quando Jesus inicia sua vida pública, com mais de 30 anos, não se fala mais em José. Numa das pregações de Jesus anunciam que sua mãe ali estava, mas não José. E no momento da crucificação fica claro que Maria era viúva e Jesus a confia a João, evangelista, que dela cuidou daquele dia em diante."

"Isto posto, não se pode afirmar quando ele morreu", conclui o hagiólogo.

Para Lira, "a fonte mais segura" sobre a biografia de José é o pouco que está escrito nos evangelhos.

"Existem outras fontes como os apócrifos, com destaque para a História de José, o Carpinteiro, escrito em copta entre os séculos 6 e 7", lembra.

 


O pesquisador, contudo, acredita que o documento seja um relato de "duvidosa veracidade", enfatizando que a "própria língua copta surgiu no Egito no século 3, muito depois, portanto, da passagem de José na Terra".

"Eu diria que [o livro apócrifo] é um romance. Muitos foram os escritos de santos, teólogos, historiadores, mas nenhuma fonte é mais segura do que os evangelhos", analisa.

 


Profissão

Dentro da construção de José no imaginário contemporâneo, um elemento que se faz presente é o aspecto profissional. José era o carpinteiro.

Jesus era o filho do carpinteiro. José era o trabalhador dedicado e Jesus teria aprendido o ofício com o pai, tendo-o praticado até o início de sua missão evangelizadora.

Essa narrativa parte dos textos bíblicos, a partir das traduções consolidadas, e é carregada de elementos da tradição.

Moraes observa que o termo utilizado para descrever José nos textos gregos antigos, contudo, não deixam claro o ofício exato praticado por ele.

 


"É uma palavra meio genérica, no mundo antigo, para significar artesão ou qualquer profissão de trabalho braçal. O que ele fazia especificamente é muito difícil dizer", comenta o professor.

"A tradição optou por chamá-lo de carpinteiro. Pode ter sido? Pode, mas pode ter sido qualquer trabalhador braçal. Era um fabricante, um artesão, um técnico que fazia alguma coisa. Tanto que depois sua imagem fica vinculada ao trabalho, sendo ele reconhecido como patrono dos trabalhadores na tradição católica", completa ele.

"[O termo carpinteiro] é da tradução. O que a gente sabe é que ele fazia trabalhos manuais", contextualiza Domingues.

"Aí há a discussão: se ele tinha um negócio próprio, então eles não eram tão pobres assim. É, pode ser que não. Mas, por outro lado, eram de Nazaré. Que era e até hoje é uma cidade marginalizada, não era o centro da história toda."

 


A ideia de um homem mais velho

Domingues conta que são tradições cristãs orientais, como a Igreja Ortodoxa, que consolidaram a ideia de que José já era viúvo quando se casou com Maria.

 


"A Igreja Ortodoxa aceita que ele tenha tido um casamento antes. Porque, de fato, seria muito estranho um homem mais velho ainda não ter se casado. Por essa narrativa, ele teria tido filhos antes e, nesse sentido, Jesus poderia ter irmãos, mantendo a virgindade de Maria", afirma.

 


O vaticanista ressalta, contudo, que para a Igreja Católica a narrativa é "simplesmente que José se casou com Maria" sem nada, nos textos, que diga "que ele era um homem velho".

 


"Criou-se uma tradição. Por muitos anos ele foi apresentado como um homem mais velho. Talvez pela sabedoria, por conseguir ouvir a voz do espírito, por ser uma pessoa tranquila que já viveu muito da vida."

 


"Não há nada explícito nesse sentido, mas uma tradição que se criou. Na época era normal que o homem fosse um pouco mais velho, mas essa visão de que ele era muito mais velho, enfim, faz parte de todas essas lendas e tradições posteriores. Que, importante dizer: não mudam a essência do que José representa para a Igreja", comenta Domingues.


Lira concorda que não exista, "concretamente, qualquer registro da idade de José ou de Maria, pelo menos biblicamente falando".

"Uma comparação é feita pela idade em que comumente se considera que as pessoas casavam naquela época, mas não é uma regra absoluta, por isso não considero tais idades", argumenta.

"Essa 'velhice' de José se propagou, principalmente, para mostrar que ele teria respeitado a virgindade de Maria. Mas, eu, particularmente, creio que tudo foi obra do Espírito Santo, e José poderia ser jovem ou velho e mesmo assim respeitaria e honraria a missão que lhe foi confiada de cuidar da mãe do filho de Deus e do próprio filho de Deus, a quem ele, José, deu nome: Jesus", afirma o hagiólogo.

 


Maerki credita à tradição essa construção da imagem de José como um ancião.

"É uma ideia baseada nos livros apócrifos como uma tentativa de mostrar que José, por ser idoso, não teria de fato tido relações sexuais com Maria e não era o pai carnal de Jesus. Foi uma construção ideológica dos evangelhos apócrifos", defende ele.

"Essa concepção acabou muito difundida pela arte religiosa, pela escultura, pelo teatro, pela pintura. E se propagou. Enraizou-se no cristianismo por meio da arte e acabou defendida por grandes teólogos expoentes do cristianismo", explica Maerki.

 


Quando a questão esbarra na questão de um casamento celibatário ou não, contudo, o dogma católico da virgindade perpétua de Maria acaba sendo um entrave a mais para qualquer discussão.

Na própria bíblia há passagens mencionando irmãos de Jesus. Várias leituras são feitas, conforme o viés interpretativo e conforme a denominação religiosa de quem promove tal interpretação.

O catolicismo, que defende Jesus como filho único, entende a questão como reflexão de tradução, defendendo que em idiomas orientais antigos seria a mesma palavra para designar irmão e primo, por exemplo.

 


"A origem dessa polêmica pode ser uma questão de tradução da bíblia a partir dos idiomas primitivos", ressalta Maerki.

"No aramaico [falado por Jesus] não havia uma palavra específica para designar primos, isso é comprovado."

 


Há ainda a ideia, aceita por vertentes protestantes, de Maria tendo outros filhos com José depois do nascimento de Jesus.


"O protestante não tem nenhum problema com o fato de ela ter continuado com sua vida", afirma Moraes.

"O protestante acredita que Jesus é filho do Espírito Santo, que foi gerado nela como obra do Espírito Santo e que José não participa desse processo. Mas, depois de nascido Jesus, ela continuou a sua vida conjugal com seu esposo e, juntos, tiveram filhos e filhas sem nenhum problema", explica.

 


"Para os católicos, a coisa não é assim porque existe o dogma da virgindade de Maria, como uma mulher que nunca foi tocada por homem algum, manteve-se virgem mesmo vivendo com José."

 


Em meio a tantas controvérsias, uma passagem do evangelho de João suscita uma outra polêmica.


"É quando, no capítulo 8, a questão da paternidade de Jesus é trazida à tona, com judeus dizendo para Jesus: 'Não somos bastardos, temos um pai que é Deus", diz o teólogo.

"Alguns intérpretes entendem algo como 'não somos bastardos, enquanto você, Jesus, é'."

"Ou seja, por essa leitura, Jesus teria sido filho de prostituição e a mãe dele saiu com essa conversa de que tinha sido gerado pelo Espírito Santo. Pode significar que, na virada do primeiro século [quando o evangelho de João teria sido escrito], o judaísmo já não engolia isso [de Jesus como filho de Deus]", afirma ele.

"São interpretações polêmicas que também mostram conflitos a respeito da paternidade de Jesus", completa.

"José é uma figura extremamente controvertida."

 


Mensagem

O vaticanista Filipe Domingues ressalta que a importância da hagiografia de José se baseia na mensagem.

 


"Jesus nasceu em um contexto de família. Ele tinha um pai, uma mãe e foi criada por uma família com um modelo de masculinidade presente", diz.

"Na época, isso significava que ele teve alguém que lhe ensinou uma profissão e o amparo de um pai protetor", pontua ele.

"A ideia de que Deus se encarnou como menino e nasceu no seio de uma família é muito importante."

 


Domingues ressalta que essa imagem incorpora então as características de José como "homem justo", "modelo de pai", "homem que protege", "homem que ensina".

Acabou se tornando um modelo cristão de paternidade.

 


"Não à toa, aqui na Itália o Dia dos Pais é o dia de São José [19 de março]", afirma ele.

"Tornou-se o modelo masculino de santidade, conforme a tradição do catolicismo."

Sua figura passou a ser venerada como a de um santo deste os cristãos primitivos.

"No século 9º, essa devoção propriamente dita se incrementou", explica o hagiólogo Lira.

 


A data comemorativa, 19 de março, foi oficializada apenas em 1621, sob o papa Gregório 15 [(1554-1623)].

"Papa Pio 9º (1792-1878) proclamou-o 'patrono universal da Igreja'. E, ao longo da história, cada vez mais se teve adeptos à sua devoção", comenta Lira.







Do Tradicional ao Asiático, 15 Ceias de Natal para 2021

Por Redação

Fonte: Exame

17 de dezembro de 2021


Passar o Natal em casa ou em restaurantes? Selecionamos 15 lugares com menus para encomenda ou jantar no local que atraem diversos paladares, desde pratos sertanejos do Restaurante Mocotó, um belo combinado de peças do By Koji, ou uma ceia com pratos espanhóis na Adega Santiago. 

Mocotó 

O restaurante de culinária sertaneja do chef Rodrigo Oliveira apresenta opções de pratos principais, acompanhamentos e sobremesa a partir de 299 reais para 4 pessoas. Entre as opções principais, frango orgânico assado ao molho de melado de cana, mostarda e ervas (a partir de 299 reais), lagarto assado lentamente no molho encorpado da carne e cerveja preta acompanhado de alho assado e pimenta de bico (a partir de 359 reais), escondidinho de bacalhau na nata: purê de mandioca com bacalhau desfiado na nata e gratinado com queijo-de-coalho (a partir de 399 reais), escondidinho de legumes: purê de mandioca recheado com queijo de cabra e um mix de legumes com azeite e ervas.

O cliente pode escolher dois acompanhamentos em cada menu e uma sobremesa entre as opções disponíveis, e acrescentar acompanhamentos extras. Os pedidos são feitos pelo Goomer: https://mocoto-bar-e-restaurante.goomer.appu

Fasano

Para começar, o chef preparou como opção de entrada: carpaccio de pato defumado com patê de foie gras e romã (150 reais) e carpaccio de salmão ao molho de funcho, laranja e folhas de mâche (120 reais). Como prato principal, o cliente pode escolher entre o tortelli de mortadela com ragu alla bolognese (130 reais), o ravióli de robalo ao molho de limão, cebolinha verde e caviar mujjol (140 reais), a porchetta acompanha batata rústica glaceada no queijo e guanciale  (170 reais) e o peito de peru assado, acompanhado de arroz branco e farofa com frutas secas e damasco (130 reais). Para finalizar, o clássico Panettone Fasano com sorvete de chocolate e zabaione ao Marsala (40 reais) ou a mousse de castanha ao conhaque e chantilly (40 reais).

Sob o comando do chef Eric Berland, a casa ítalo-francesa do Grupo Fasano também oferecerá menu exclusivo para a ceia de Natal. Compostas de entrada, prato principal e sobremesa, as sugestões do chef são estas: caçarola de frutos do mar gratinados (139 reais) para a entrada, peru natalino ao molho de vinho tinto e cereja, acompanhado de arroz com frutas secas (179 reais), como prato principal, e a clássica sobremesa Panettone Fasano com calda de zabaione ao vinho do Porto (62 reais).

Palácio Tangará

Para aqueles que procuram uma noite especial de fine dinning na véspera de Natal, a sugestão é desfrutar de uma ceia no restaurante Tangará Jean-Georges. Para o jantar no dia 24 de dezembro, os chefs Jean-Georges Vongerichten e Filipe Rizzato criaram um exclusivo menu degustação em cinco tempos. A experiência já está disponível para reserva pelo valor de 860 reais). Também é possível incluir harmonização de vinhos por 360 reais por pessoa.

Além disso, o Palácio Tangará preparou um pacote especial para quem quiser aproveitar o momento com segurança e luxo. O pacote conta uma noite para duas pessoas, café da manhã, ceia natalina no Pateo do Palácio e brunch dia 25, a partir de 5.314 reais. O valor pode ser parcelado no cartão de crédito em até 3 vezes sem juros. As reservas podem ser feitas pelo site ou pelo telefone (11) 4904-4001.

Eataly     

Para a ceia de natal, o Eataly oferece a opção de encomenda de pratos que não podem faltar nesse fim de ano , como o Tacchino Arrosto (654 reais; média de 5.5kg a unidade), peru inteiro assado lentamente, recheado com farofa de castanhas portuguesas, cebola roxa, guanciale e ervas frescas, e o Brasato Di Maiale (72 reais; 500g), pernil de porco braseado na cerveja com damasco e especiarias, que são opções tradicionais de pratos principais. Como acompanhamento, o Riso Di Natale (20 reais; 250g), arroz vermelho salteado com maçã assada, castanha-de-caju e uvas passas, merece destaque. Para adoçar a comemoração, também é possível levar para casa sobremesas como a Torta Di Cioccolatto Fondente (67 reais; média de 600g a unidade),  tradicional torta de chocolate 70% com interior cremoso, e a Torta Di Pane e Crema Di Nocciola (39 reais; média de 600g a unidade), um pudim de pão recheado com banana e creme de avelãs com chocolate, finalizado com avelãs crocantes.

Para realizar encomendas, é necessário entrar em contato por meio dos canais de contato disponíveis – e-mail, telefone ou whatsapp. As encomendas das ceias poderão ser retiradas nos dias 22 a 24 de dezembro para o Natal diretamente no Eataly.

Renaissace Hotel

Para uma comemoração intimista, o hotel sugere o Pacote Natal no Espaço Havana, que inclui hospedagem para até 2 pessoas com 1 diária, em apartamento Deluxe, com café da manhã incluso e uma ceia especial no espaço Havana, que será servida no dia 24, a partir das 19h. A opção está disponível a partir de 1.975 reais.

O jantar em família, sem a opção de hospedagem, conta com uma seleção de entradas e saladas, estação de ostras frescas de Florianópolis abertas na hora, molhos, mesa de pães artesanais e antepastos, além de uma mesa natalina reunindo diversas receitas típicas da época como panetone ao fondant, favo de mel do produtor, nozes, amêndoas tostadas.

Os pratos quentes também fazem parte do menu. Destaque para sugestões como Tender suíno laqueado na laranja, arroz com frutas secas, filet mignon ao molho de cogumelos, batata assada com azeite de ervas, farofa natalina, gnocchi de mandioquinha ao pesto e tomates confitados, arroz de pato com couve rasgada e Brandade de bacalhau. Há ainda, estação de sobremesas e bebidas. A partir de 544 reais por pessoa. O menu também estará disponível para o almoço de Natal, no dia 25 de dezembro.  

By Koji

O menu de Natal By Koji (520 reais) apresenta 56 peças e serve quatro pessoas. Entre os sushis, a casa oferece Buri, também conhecido como Olho de Boi, saboroso e macio no paladar; Vieira, sushi único e de aroma suave; a leveza e intensidade do niguiri de Carapau; o clássico da casa de Lula; e sem deixar de fora o Atum e Salmão. Já de uramaki nas versões Ebitem, roll de camarão enrolado com salmão selado, e Spicy Tuna, atum batido e apimentado, e ainda com os acompanhamentos de 4 dyo e Baterá, sushi prensado e com crispy. 

O By Koji segue com operação de salão e delivery até o dia 23 de dezembro. Entre natal e ano novo, estará aberto de 26 ao dia 30.Telefone e e-mail para encomendas: (11) 3624-7710 e Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Terraço Itália

Com uma das vistas mais icônicas de São Paulo, o Terraço Itália terá Ceias de Natal, celebrada na noite do dia 24 e no Almoço do dia 25 de dezembro, as combinações foram elaboradas pelo chef Pasquale Mancini.

No dia 24, a partir das 19h, para começar, o menu traz as opções de Brioche com passas e castanhas e a Terrine de gorgonzola doce com chutney de figo. Para entrada, as famílias poderão desfrutar do Tartar de atum com ovas de mujol ao molho cítrico. Como Primo Piatto, Mezzaluna de burrata com creme de castanha portuguesa e funghi e continua com o Secondo Piatto, com três opções à escolha: Peito de peru recheado ao molho trufado com batatas gratinadas, Camarão à siciliana com risoto de açafrão ou Medalhão de filé e gorgonzola em creme de nozes, acompanhado de risoto de parmesão.

A sobremesa, no formato de degustação, inclui Bolo veludo vermelho, Semifreddo di panettone allo zabaglione e Gelato di gianduia. A Ceia varia entre 840 reais e 950 reais por pessoa para mesas na janela, e 790 reais a 890 reais cada um, para mesas não na janela. No valor, já incluídas bebidas como Prosecco, vinho branco e vinho tinto, Whisky 12 anos, Cervejas e demais bebidas, como água com e sem gás, refrigerante, suco e café.

Para o almoço do dia 25, haverá 10 sugestões de entradas, com destaque para o Peru assado ao molho marsala e mini laranja caramelada, Salada de bacalhau com azeitonas e azeite, Salmão marinado com vinagrete de manga, Mussarela de búfala com tomate cereja e o Cuscuz marroquino com frutos do mar. Já como opções de principais, o Arroz com açafrão e amêndoas, Tortelloni de brie com molho de funghi, Paleta de cordeiro com molho de hortelã, Gratin de bacalhau com natas, Brasato recheado com legumes ao molho suave de pimenta, Camarão ao molho champagne, Escalope de mignon ao molho de limão siciliano. Para finalizar a refeição, 8 sobremesas fazem parte do cardápio. O preço por pessoa é de 360 reais e inclui Welcome Drink de Prosseco, cervejas.

Adega Santiago

Conhecido pelas receitas ibéricas, este ano a Adega Santiago lança ceias de Natal para encomenda. São duas opções que levam carros-chefes da casa com uma garrafa de Freixenet.

Bacalhoada, Amêndoas 200g, Jamon Serrano 200g, Salada 7 grãos com frutos do mar, Bacalhoada na Lenha, Torta de Santiago, Freixenet Cordon Black 750ml. 1.322 reais para até 4 pessoas. A segunda opção de menu tem Bacalhau Gratinado, Amêndoas 200g, Jamon Serrano 200g, Salada 7 grãos com frutos do mar, Torta de Santiago, Freixenet Cordon Black 750ml. 1.182 reais para até 4 pessoas.

Os pedidos poderão ser feitos por telefone nas unidades Sampaio Vidal, Melo Alves e Rio de Janeiro até dia 22/12 (ou até o fim dos estoques). Quem preferir, também pode fazer por e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. .b

Stella


Para a noite de Natal, o Stella apresenta sua ceia que inclui as seguintes opções de entrada: mix de nuts e frutas secas; cesta de pães com azeite e manteiga; salada de frutos do mar com pancs; tábua de queijos brasileiros; e tábua de embutidos da casa.

Já como prato principal, o menu oferece paleta de cordeiro, ou peixe assado no sal, ou peru recheado; pupunha grelhado ao molho chimichurri; farofa de ovo; arroz com castanhas portuguesas; e raviólis de ricota com espinafre ao molho de tomate.

Entre as opções de sobremesas, destacam-se o panettone artesanal, sorvete de creme, torta de chocolate e pêssegos em calda com chantilly. Cestas de frutas e gingerbread com café completam a experiência.

O valor da ceia de natal no Stella é a partir de 600 reais acrescentado de serviço. O pacote inclui, ainda, vinho da casa e bebidas não alcoólicas, sendo os drinks pagos à parte. O jantar acontecerá entre 20h30 e 00h00 do dia 24 de dezembro.

Ícone Asiático

Para quem deseja levar o melhor da gastronomia asiática as festas de Natal e Ano Novo, o restaurante Ícone Asiático disponibilizará a seus clientes opções de encomendas feitas pelas mãos dos chefs Alexandre Ortigoso e Roberto Satoru. Dentre as entradas disponíveis no cardápio, que servem até duas pessoas, as opções são: Ceviche – mix de peixe branco, atum e salmão com cebola roxa, pimenta dedo-de-moça, molho Sú, azeite e frutas da época (99 reais); Steak tartar com torradas (99 reais); Potato mayo – salada de batata à moda japonesa com bacon, ovo, maionese japonesa, cebolinha e cebola roxa (69 reais); Farofa de Panko (50 reais); e Chahan – arroz frito japonês, legumes picados, frango picado e ovo mexido (55 reais). Já de pratos principais estão o Salmão ao forno com tomates-cereja e ervas (150 reais); Atum selado com crosta de gergelim e manteiga de nozes (160 reais); Bacalhau braseado com saque mirim, azeite, dill, zimbro e alho (180 reais); Buta no kakuni – panceta braseada (130 reais); Denver steak com molho de cogumelos trufados (180 reais); e Galeto assado levemente picante ao estilo coreano (110 reais). Todos pratos servem até três pessoas. Por fim, a sobremesa pensada pelo Ícone Asiático para o final de ano foi a Pain Perdu – rabanada francesa com creme inglês e frutas da época (70 reais). A porção serve até duas pessoas.

Serão aceitos pedidos de Natal até o dia 23 de dezembro, enquanto os de Ano Novo poderão ser realizados até o dia 30 de dezembro. Telefone: (11) 2667-6217

Nonna Rosa

Para quem busca agradar a toda uma família, o Nonna Rosa  – comandando pelo chef Carlos Leiva – disponibiliza seu segundo kit natalino, que vem comtrês entradas: a Insalata di baccalà –  Salada de lascas de bacalhau, grão de bico, azeitonas preta, cebola roxa caramelizada e ciboullete, a Insalata di frutta & castagne – Mix de folhas, frutos secos, castanhas tostadas & vinagrete de mel e a Burrata di Natale -Burrata cremosa, servida com mel trufado & pistache tostado acompanhada de caponata e focaccia caseira. Já para principal tem o Riso al forno – Arroz caldoso com ragu de pato, legumes crocantes, alcaparras & laranja; Vitello – Paleta de vitelo braseada, servida no próprio suco de cozimento, acompanhada de gratin de batatas & brócolis e o Ravioli de queijo Brie, servido com peras caramelizadas no mel, nozes & molho à base de fonduta e manteiga queimada. E para a sobremesa, além da Torta Di formaggio e marmellata, o kit ainda vem com Pane al Cioccolato.

Todos esses itens servem 4 pessoas e tem valor de 1.500 reais. As encomendas de todos os produtos natalinos do Nonna Rosa podem ser realizadas até o dia 20 de dezembro. Já a retirada ficará disponível no restaurante até o dia 24 de dezembro, véspera de Natal, às 16h. Rua Padre João Manuel, 950 – Jardins. Tel.: (11) 2369-5542.  

Rancho Português

No cardápio o destaque fica por conta dos cinco tipos de assados (preço por Kg). Cada Kg escolhe um molho. Leitão inteiro à Moda da barrada (1.178 reais para até 8 pessoas. Lombo Recheado com Chouriço e Damasco (14 reais - cada 11 Kg rende 3 pessoas. Peru (193 reais - cada 1 Kg rende 3 pessoas. Pernil Recheado com azeitonas e chouriço (143 reais - cada 1 Kg  rende 3 pessoas  e Tender (209 reais - cada 1 Kg rende 3 pessoas.

Há Molhos em porções ( o valor corresponde ao rendimento de 3 pessoas): Agridoce com Abacaxi (38 reais), Agridoce com Castanhas Portuguesas (52 reais), Agridoce com Castanha de Caju (50 reais) e Tomate, cebola e pimentão (38 reais).


 Mesa III Rotisseria

A chef Ana Soares sugere composições com pedidas como a Terrine de alcachofras e tomate confit (210 reais/kg) mais Pesto leve [salsa e manjericão – 200g/70 reais]; as Olivas recheadas ao chèvre e raspas de limão (75 reais); o Cappelone de pato com amêndoas tostadas (75 reais) ao Creme laranja (60 reais) e o Bacallá no pergaminho (330 reais/kg), com batatinhas e cebolas miúdas douradas, grão de bico, limão confitado, alcaparras e tostadas da lenha. Para sobremesa, dois doces: Torta-cake chocô-avelãs (180 reais) e o Strudel de maçã, uva fresca e frutas vermelhas (160 reais), salpicada de sementes de papoula, para comer com chantilly ou Sorvete de Mel (45 reais).  Outra composição possível reúne Terrine de peru e pistache (210 reais/kg) com Tapenade de Festa [azeitonas pretas, passas e nozes – 200g – 50 reais], Tatin de tomate ao chèvre e tomilho (165 reais), Salada de bacalhau, lentilhas, amêndoas, passas e cebolas douradas (260 reais/kg) e Ravióli-plin de presunto cru com alcachofra e amêndoas cruas ao creme parmesão (65 reais). Para sobremesa, Verrine-panetone com damasco e amêndoas (110 reais).

As compras podem ser feitas presencialmente, por telefone ou pela loja virtual loja.mesa3.com.br, com entregas para toda a cidade de São Paulo, para pedidos feitos dentro das datas e horário de funcionamento. Rua Dr. Paulo Vieira, 21, Sumaré – (11) 3868-5500 / (11) 94746-2417.  !

Taberna 474

O gastrobar Taberna 474 comandado por Ipe Moraes lança o seu cardápio de Natal por encomendas. São duas opções de Menus harmonizados com receitas portuguesas para compartilhar além de uma caixa de presente com produtos gastronômicos.

Ceia Bacalhau Panelinha 1, 1.203 reais. Aperitivos – 200g de Amêndoas, 150g de Queijo serra da estrela e uma garrafa de Freixenet Cordon Black 750ml. Acompanhamentos: Salada Taberna, Arroz com Brócolis e Toucinho do Céu. Prato Principal: Bacalhau na Panelinha. Ceia Bacalhau Panelinha 2 – R$ 1.201 reais. Aperitivos – 200g de Amêndoas, 150g de Queijo serra da estrela e uma garrafa de Freixenet Cordon Black 750ml. Acompanhamentos: Salada Taberna e Toucinho do Céu. Prato Principal: Bacalhoada na Brasa.

As encomendas já estão disponiveis para compra e podem ser feitas até o dia 22 através do telefone ( 11-3062-7098) ou e-mail ( Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ).









 

Ceará: ensino de Astronomia dá ao Colégio dos Bombeiros mais de 400 medalhas em provas

 

 

 

 

 

Autor Danrley Pascoal

 

04:30 | Dez. 03, 2021 

 

O Projeto nasceu como uma ação para aumentar o interesse dos estudantes nas disciplinas de física e química; resultados nas competições nacionais acontecem desde 2016.

Disciplina de Astronomia é obrigatória na instituição, e visa gerar interesse nas áreas de física e química; em cinco anos, estudantes ganharam mais de 400 medalhas (foto: Divulgação/SSPDS)

 

 

A Astronomia, disciplina obrigatória para os alunos do 7º Ano do Colégio Militar do Corpo de Bombeiros Escritora Rachel de Queiroz (CMCB-ERQ) desde 2016, tem rendido bons frutos à escola. Após a inclusão da disciplina na grade curricular, o interesse e a dedicação dos alunos garantiram mais de 400 medalhas em edições da Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA), da Mostra Brasileira de Foguetes (MoBFog) e da Olimpíada Nacional de Ciências (ONC).

 

Em 2017 foram 35 medalhas conquistadas na Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA). No ano de 2018, os estudantes do 7° Ano do Ensino Fundamental ao 2° ano do Ensino Médio do CMCB-ERQ trouxeram para o Ceará 77 medalhas somadas da OBA e da MOBFOG, sendo 35 de ouro. Já no ano de 2019, a equipe participou também da ONC, nas três competições os estudantes ganharam 108 medalhas, sendo 48 de ouro. Em 2020, foram acumuladas 92 medalhas, sendo 40 de ouro. Este ano, foram conquistadas 118 medalhas, sendo 52 de ouro, nas três competições nacionais. Somando nesses 5 anos 430 medalhas.

 

O projeto foi idealizado pelo tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará, Francisco Albert Einstein Lima Arruda e nasceu como uma ação para aumentar o interesse dos estudantes nas disciplinas de física e química.

“A astronomia é uma matéria interdisciplinar que me ajudou não só em física e em matemática, mas também em ciências e geografia, além de desenvolver o raciocínio lógico. Estudar astronomia também me fez reparar mais no céu e me levou a observar diversos processos astronômicos, como chuvas de meteoros e eclipses”, exaltou André Venâncio, aluno do 1° Ano do Ensino Médio, vencedor de quatro medalhas de ouro na OBA, além de um ouro e uma prata na Mobfog.

Segundo o professor e tenente do CBMCE Romário Fernandes, que tem especialização no ensino de Astronomia, o interesse dos alunos o motiva a sempre mudar a metodologia e a dinâmica da aula para intensificar o desejo de cada um.

“A sala de aula para mim é um espaço que se expande muito além das limitações impostas pelo teto e pelas paredes. É onde o universo se descortina aos meus olhos com uma beleza comparável a do céu estrelado numa noite sem Lua e sem nuvens. Ali, a singularidade de cada aluno me convida a desenvolver as melhores estratégias de observação e estudo, de forma a permitir que o máximo brilho de cada um possa vir à tona. É meu desafio e também minha realização”, relata.

Mais sobre o assunto Educação:

· Inep divulga gabaritos oficiais do Enem;

· Núcleo de Línguas da Uece abre seleção para cursos de idiomas;

· Como homenagem, filha de agricultores leva abacaxi para a colação de grau;

· Irmãos cearenses serão premiados em Brasília após conquista de medalhas em olimpíada;

· Ceará investe R$ 24 milhões em 1.100 bolsas de mestrado e doutorado;

· Prazo para solicitar replicação do Enem termina nesta sexta-feira;

· MEC lança programa para fomentar qualificação profissional;

· Alunos de Ocara fazem protótipo de descastanhador e ganham prêmio nacional;

· Equipe do IFCE vence competição da Huawei; UFC e Uece levam terceiro;

· Cearense é campeão brasileiro dos Jogos Paralímpicos Escolares de tênis de mesa;

· Estudante de Juazeiro do Norte é vice-campeã no mundial de robótica.








 

A TECNOLOGIA COMO CAMINHO PARA UMA EDUCAÇÃO CIDADÃ

Artigo Científico

 Iana Assunção de Aguiar1 

Elizete Passos2

 

RESUMO

 

Este artigo tem como objetivo refletir sobre a relação entre educação, tecnologia e cidadania na atualidade visando uma concepção de currículo inserido na lógica hipertextual. A proposta do artigo é dialogar com os conceitos desta tríade averiguando quais os conteúdos que precisam ficar claros para dar visibilidade e lugar a uma nova prática educativa que ajude na constituição de um cidadão capaz de atuar na sociedade em que está inserido. O presente trabalho é uma pesquisa bibliográfica. A coleta das informações foi realizada através do levantamento e análise de idéias diferentes trazidas por artigos e livros que tratam a temática apresentada. Conclui-se constata-se  que a tecnologia aliada à educação promove a cidadania, pois estimula a produção de saberes, democratiza o acesso a informação e ao conhecimento e potencializa a emancipação social.

Palavras-chave: Educação, tecnologia e cidadania.

 

 

ABSTRACT

This article aims to reflect on the relationship between education, technology and citizenship in order to present a conception of curriculum proposal hipertextual.A inserted in the logic of the article is to dialogue with the concepts of this triad ascertaining what content they need to get clear visibility and way to a new educational practice that helps in the formation of a citizen capable of acting in the society in which it appears. The present work is a literature search, the information gathering was conducted through a survey and analysis of different ideas brought by articles and books dealing with the subject presented. We conclude noting that technology coupled with education promotes citizenship, because it stimulates the production of knowledge, democratizes access to information and knowledge and enhances social emancipation. 

KEYWORDS: Education,technology and citizenship.

 

 

TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO

Normalmente quando se usa o termo tecnologia toda a atenção é voltada para o computador, definido por Lima Júnior (2005) como um reflexo ou extensão do modo operativo do pensar humano, capaz de elaborar abstrações dentro dos variados contextos encontrados transformando a si mesmo e o mundo ao seu redor.

O funcionamento dos seus softwares (programas) são abstrações ou proposições que ao serem utilizados pelo ser humano desencadeiam uma rede de acontecimentos e de significados, já que cada programa representa algum sentido para o usuário, servindo-lhe como referência que lhe permite encontrar soluções para problemas experienciados no seu contexto vivencial, alterando tal contexto e a si mesmo, sendo todo esse processo permeado de interesses, valores, possibilidades cognitivas, todos transitórios e diversificados, porém válidos.

Lima Júnior (2005) não define tecnologia apenas como a utilização de equipamentos, máquinas e computadores, nem pode ser entendida como algo mecânico ligado a idéia de produtividade industrial, seu conceito é muito mais abrangente e retorna á matriz grega de teckné trata-se de um processo criativo através do qual o ser humano utiliza-se de recursos materiais e imateriais, ou os cria a partir do que está disponível na natureza e no seu contexto vivencial, a fim de encontrar respostas para os problemas do seu cotidiano, superando-os.

De acordo com a matriz grega o processo tecnológico relaciona e articula indissociavelmente o ser humano e os recursos materiais ou imateriais por ele criados não podendo ser concebidos separadamente.

A técnica criativa é humanizada, pois é consequência da ação imaginativa, reflexiva e motora do sujeito, por outro lado o ser humano é tecnologizado, pois ao criar e utilizar recursos e instrumentos para atuar no seu contexto vivido ressignifica-se e transforma-se. Neste processo, o ser humano transforma o meio que está inserido e a si mesmo inventa e produz conhecimento.

Na práxis educacional este movimento pode ser traduzido com a dissociação do uso do aparato tecnológico apenas como recurso, conforme afirma Pretto( 2011, p. 110 e 111) Esses equipamentos, e todos os sistemas a eles associados, são constituidores de culturas e, exatamente por isso, demandam olharmos a educação numa perspectiva plural, afastando a idéia de que educação, cultura, ciência e tecnologia possam ser pensadas enquanto mecanismos de mera transmissão de informações, o que implica pensar em processos que articulem todas essas áreas concomitantemente

Para Kenski (2011) tecnologia é o conjunto de conhecimentos e princípios científicos que se aplicam a um determinado tipo de atividade como construir uma caneta esferográfica ou um computador, não importa, nesta tarefa o ser humano precisa pesquisar planejar e criar o produto, o serviço, o processo.

Oliveira (2001, p.101) segue este mesmo raciocínio ao afirmar: Em uma perspectiva técnico-científica, tecnologia refere-se à forma específica da relação entre o ser humano e a matéria, no processo de trabalho, que envolve o uso de meios de produção para agir sobre a matéria, com base em energia, conhecimento e informação.

É possível concluir que a tecnologia sofre a ação humana logo convive em perfeita simbiose com o ser humano influenciando nas relações sociais tornando a vida cotidiana mais simples, auxiliando na realização de tarefas.

Para que este processo aconteça é preciso domínio e aprendizado tecnológico conforme afirma Kenski (2011, p. 41) “Já não há um momento determinado em que qualquer pessoa possa dizer que não há mais o que aprender. Ao contrário, a sensação é a de que quanto mais se aprende mais há para estudar, para se atualizar”. Sampaio e Leite (2008) afirmam que as discussões mais sistematizadas sobre tecnologia educacional no Brasil iniciaram a partir da década de 60 e sua utilização era baseada na teoria pedagógica tecnicista que empregava recursos técnicos na educação sem questionar sua utilidade para aprimorar o desempenho do professor.

Atualmente quando a expressão “tecnologia na educação” é empregada, dificilmente se pensa em giz, quadro, livros, revistas, currículos, programas (entidades abstratas) e muito menos na fala, “as tecnologias são tão antigas quanto à espécie humana. Na verdade, foi a engenhosidade humana, em todos os tempos, que deu origem às mais diferenciadas tecnologias” (KENSKI, 2011, p.15).

Nesse momento social a tecnologia está intermediando a relação entre a informação e o ser humano e para garantir a utilização confortável dessas tecnologias é preciso esforço e atualização está aí à importância da educação transdisciplinar em fazer parte de todo esse processo, já que promove a interação entre o objeto (informação), o sujeito (educando) e os diversos campos do saber (disciplinas).

Quanto mais é possível capturar, armazenar, organizar, pesquisar, recuperar e transmitir a informação, mas é necessário aprender “as múltiplas possibilidades trazidas pela complexidade” (PRETTO, 2011, p.109) Na educação transdisciplinar construção do conhecimento se dá através da aprendizagem que é um processo ativo conduzindo o homem a transformações, logo conhecimento é a ação e tomada de consciência do que é produzido pela sociedade. As transformações sociais, econômicas e tecnológicas impõem novas formas de ensinar e aprender, portanto os recursos tecnológicos incorporam-se de forma crescente ao processo ensino-aprendizagem como ferramenta de mediação entre o indivíduo e o conhecimento auxiliando na formação cidadão que necessita desenvolver seu potencial para atuar no contexto ao qual está inserido, conforme afirmam Sampaio e Leite (2008, p. 74):

Para realizar a tarefa e relacionar o universo do aluno ao universo dos conteúdos escolares, e com isso contribuir para a formação básica do cidadão/trabalhador, o professor precisa também utilizar as tecnologias que hoje são parte integrante da vida cotidiana O impacto das novas tecnologias não é de imediato, demora-se um tempo para os indivíduos incorporarem os avanços e aprendam como utilizá-las.

Não basta adquirir máquinas e equipamento é preciso saber usar para reproduzir novas condições de aprendizagem e estilo de vida. Um fato relevante é a democratização do conhecimento de maneira ampla. Sobre este assunto Sampaio e Leite (2008, p. 17) acrescentam “A escola, porém, não pode colocar-se à margem do processo social, sob a pena de perder a oportunidade de participar e influenciar na construção do conhecimento social, e ainda de democratizar informação e conhecimento”.

Logo ser tecnológico é estar aberto ao conhecimento, buscando ampliar saberes, para isso segundo Silva (2011) não basta utilizar bem as tecnologias, faz-se necessários recriá-las, assumir a produção e a condução tecnológica de modo a refletir sobre a sua ação sobre o processo educativo,pois desconectadas de um projeto pedagógico a mesma tecnologia que viabiliza o progresso e as novas formas de organização social também têm um grande potencial para alargar as distâncias existentes entre os mundos dos incluídos e dos excluídos.

É possível concluir que a tecnologia só promove a cidadania, entendida neste recorte como acesso a informação e ampliação do conhecimento através de recursos tecnológicos, quando é alicerçada por uma proposta de educação que priorize a afirmação da criticidade e do despertar da consciência, perspectiva esta atendida por uma prática transdisciplinar que agrega pensamento e ação e promove situações de ensino-aprendizagem que envolve recursos e procedimentos metodológicos inovadores.

É preciso investir transdisciplinaridade, lançando desafios na busca de conhecimentos, discutindo a o potencial dos recursos tecnológicos, inovando na produção de material didático, oportunizando também a busca de saberes, possibilitando interfaces entre educação, tecnologia e informação.

No mundo complexo das informações, é preciso selecionar cada vez mais o que tem ou não utilidade. Nunca se produziu tanto. O volume, o movimento de dados tem se reproduzido pelo mundo globalizado, e neste sentido, as novas tecnologias, têm vindo somar. Para Bianchetti (2001), a informação pode ser inventada como matéria-prima a partir da qual é admissível chegar ao conhecimento. Montar dados e informações são teorias importantes para se chegar ao conhecimento. Mas, segundo o autor, conhecimento tem a ver com construção.

Adaptar o currículo da escola a uma nova realidade contemporânea é associar cidadania “a construção social do conhecimento a partir do acesso aos novos avanços da ciência e do desenvolvimento tecnológico” (AHLERT A., 2003, p. 146). Nesta perspectiva o pleno exercício da cidadania só é realizável se cada cidadão dominar conhecimentos, informações, saberes técnicos, científicos e relacionais proporcionados pela tecnologia de forma igualitária durante todo seu processo educativo. 

A informação e os equipamentos existentes disponíveis para uso detectados entre as classes sociais não estão ao alcancem de todos e os que têm sofrem influências negativas pela não adaptação ao seu contexto, como a falta de capacitação para utilizar os recursos de forma adequada.

A inclusão digital que consiste em possuir recursos tecnológicos e estar inserido na sociedade da informação, compreendida como sociedade onde o indivíduo atua sobre o conhecimento reorganiza-o ao seu favor, só tornar-se-á possível quando “o acesso à utilização dos meios tecnológicos de trabalho, pesquisa, publicação e comunicação estiver assegurado” (PATROCÍNIO, 2009, p.53).

Paralelo a este processo deve–se adotar medidas para o “domínio razoável e consciente da sua utilização” (PATROCÍNIO, 2009, p. 53) a fim de capacitar os incluídos digitais, aqueles que têm uma infra-estrutura a nível de recursos e penetrabilidade no meio informacional, pois “somente o acesso às redes não implica em uma série de habilidades que os cidadãos necessitam construir para que a comunicação se realize e para que exerçam seus direitos e organizem seus interesses nas redes digitais.” (SILVEIRA, 2008, p.56)

A fim de gozar da cidadania digital definida como o direito de apropriar-se socialmente da tecnologia criando habilidades para geração e disseminação de novos conhecimentos, a escola utilizando como modelo a educação transdisciplinar, deve preparar o educando para exercer sua autonomia e participação no mundo virtual logo “dar centralidade à pessoa na perspectiva do seu desenvolvimento como cidadão digital levando em conta, concomitantemente, as suas vivências mais positivas e mais negativas” (PATROCÍNIO, 2009, p. 56) equilibrando assim uma atitude hipercrítica, posição de permanente e contínua de reflexão, e uma atitude subcrítica, postura de vigilância e observação atuante, em relação à sociedade atual.

Neste contexto cidadania digital é ter acesso a informação, é ter meios de transformar esta informação em conhecimento através da vivência de uma educação transdisciplinar proporcionada por uma instituição escolar, é possibilitar que o educando tenha acesso a equipamentos e possa familiarizar-se com eles a fim de construir novas formas de pensar e ver o mundo para agir como sujeito criador de oportunidades que irão promover a emancipação social.

A cidadania digital dentro do contexto educacional ainda traz outras questões problematizadoras além do acesso e da utilização de equipamentos: é a noção de território e o tratamento das informações. A visão de cidadania transcendeu as barreiras geográficas com o advento das tecnologias da informação e da comunicação, conectando pessoas em qualquer lugar do mundo.

“O entendimento de que o local existe no global e que o global existe no local” (PATROCÍNIO, 2009, p.49), ou seja, na prática isto significa afirmar que a resolução de problemas econômicos, sociais, políticos, culturais não é responsabilidade apenas de um grupo específico, mas afetam a todos independente das barreiras físicas ou distância que separam as pessoas. “o mundo global desenvolve, embora lentamente, uma cidadania também global” (BOAVENTURA, 2001, p. 33) a ação-intervenção pertence à humanidade na construção do bem-estar social, transformando o seu meio.

A tecnologia vem eliminando as fronteiras e tem levado a uma visão transdisciplinar dos fatos, não existe a fragmentação e os fenômenos não são vistos de forma isolada, desconectada ou descontextualizada, logo ser cidadão é fazer intervenções no meu bairro, na minha cidade, no meu estado, no meu país, no mundo do qual faço parte. Quanto ao tratamento da informação Patrocínio (2009) alerta que na internet existe muita informação, mas também muita superinformação, muita subinformação e muita pseudo-informação que não são filtradas nem verificadas a sua origem perdendo a referência cultural, social, filosófica e histórica.

Neste caso é preciso que as experiências educativas decorram numa atmosfera de questionabilidade que leve cada um, educador e educando, à tomada de consciência de si próprio, potencializando as suas capacidades para o entendimento e para a ação com intencionalidade fundamentada numa teoria que seja significativa e articulada com a vida. Quanto ao papel do professor e aluno neste cenário Sampaio e Leite (2008, p. 19) ainda acrescentam: Existe, portanto, a necessidade de transformações do papel do professor e do seu modo de atuar no processo educativo.

Cada vez mais ele deve levar em conta o ritmo acelerado e a grande quantidade de informações que circulam no mundo hoje, trabalhando de maneira crítica com a tecnologia presente no nosso cotidiano Isso faz com que a formação do educador deva voltar-se para análise e compreensão dessa realidade, bem como para a busca de maneiras de agir pedagogicamente diante dela. É necessário que professores e alunos conheçam, interpretem, utilizem reflitam e dominem criticamente a tecnologia para não serem por ela dominados.

Quando o contexto é desvendado e o entorno revela-se, o ser humano tem condições de levantar hipóteses sobre o desafio dessa realidade e procurar soluções, transformando-a. Compreender os impactos e desafios que a tecnologia impõem é fundamental, para que professores e alunos não seja apenas um objeto dela, mas que procurem condições de reinventá-la na prática educativa, semeando assim o desenvolvimento humano utilizando a educação e tecnologia como meio de transformar a informação em conhecimento. 5

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A educação é um direito social garantido pela constituição, sozinha ela não tem o poder de modificar a sociedade tampouco sem ela o significado de civilização ficaria esquecido visto que o individuo reconhece-se sujeito da coletividade quando é inserido num processo formativo que tem a função não só de compartilhar informações, mas de constituir cidadãos autônomos capazes de desenvolver-se cognitivamente, historicamente, culturalmente, afetivamente e socialmente. Mudanças na economia, política e no quadro social impactam na sociedade ultrapassando os muros da escola transformando a concepção pedagógica, ou seja, o processo educativo estimula a participação dentro das esferas públicas, se estende pela vida e não é neutro.

Uma escola contemporânea deve amar o conhecimento, isto é, ela é reconhecida como espaço de realização humana porque vai além da aquisição de conteúdos programáticos e não é uma pura receptora de mensagens.

Ao contrário,na escola é possível produzir, construir, reconstruir, elaborar, selecionar e rever criticamente a informação auxiliando a formular hipóteses com base na criatividade e inovação. Nesta perspectiva de inteireza do ser não só que vive no mundo, mas interage e participa dele, constrói-se a relação entre educação, tecnologia e cidadania superando a visão capitalista que enfatiza as idéias neoliberais e não se preocupa com o bem-estar da coletividade.

A tecnologia não pode servir de base para propagação dos interesses de poucos, sua ênfase deve ser para a promoção e potencialização do acesso ao conhecimento, do desenvolvimento humano, da emancipação social, expresso em termos de qualidade de vida. Assim este estudonos permite concluir que o elo entre a tríade educação, tecnologia e cidadaniaé parte do processo formativo do ser humano sendo indissociável dos paradigmas emergentes que norteiam a contemporaneidade.

No contexto local e global a tecnologia e a cidadania norteiam as práticas de ensinoaprendizagem, já que se ampliam as possibilidades cognitivasatravés da interação entre a informação o educando e os diversos campos do saber, ampliam as possibilidades éticas promovendo a reflexão sobre a ação tecnológicano processo educativo e fora deste contexto,ampliam as possibilidades espaciais rompendo as barreiras físicas e distâncias que separam as pessoas e ampliam as possibilidades relacionais conectando cidadãos de países, estados, cidades diferentes.

Para que se possa viver em e na cidadania é preciso conhecimento. As considerações anteriores evidenciam que esse conhecimento é mediado pela educação e tecnologia na sociedade contemporânea, logo a educação integrada à tecnologia promove cidadania, estimulando indivíduosa desenvolver uma capacidade de debater, de negociar, de intervir, de fazer escolhas conscientes em relação ao bem-estar coletivo, em busca de uma sociedade democrática que promova práticas participativas e dialógicas tornando o meio que se vive habitável para si e para os outros. REFERÊNCIAS AHLERT, Alvori . Políticas públicas e Edu

 

 

Dados das Autoras

1 Mestra em Desenvolvimento humano e responsabilidade Social (Fundação Visconde de Cairu), especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional, graduada em pedagogia

2 Professora da disciplina Ética e Responsabilidade Social no mestrado Profissional em Desenvolvimento humano e responsabilidade Social (Fundação Visconde de Cairu), doutora e mestra em educação pela Universidade Federal da Bahia.

 

Diretora da OMS diz que mundo vive começo da 4ª onda de Covid e faz alerta sobre carnaval no Brasil

Por g1

23/11/2021 17h03  Atualizado há 22 horas


Mariângela Simão, diretora adjunta para acesso a medicamentos da Organização Mundial de Saúde — Foto: Reprodução/OMS

Mariângela Simão, diretora adjunta para acesso a medicamentos da Organização Mundial de Saúde — Foto: Reprodução/OMS

 

A diretora-Geral assistente da Organização Mundial da Saúde (OMS) para Acesso a Medicamentos, Mariângela Simão, afirmou que o mundo está entrando em uma quarta onda de casos de Covid-19 e que, apesar dos dados atualmente positivos, o Brasil não pode relaxar no controle da doença. A mobilização em torno do carnaval é um dos pontos de preocupação apontados pela diretora.

 

"Me preocupa bastante quando vejo no Brasil que tem discussão sobre a abertura do carnaval. Isso é realmente uma condição extremamente propícia para aumento da transmissão comunitária. Precisamos planejar já as ações para 2022", disse Mariângela Simão na segunda-feira (22) na abertura no Congresso Brasileiro de Epidemiologia.

 

 

Nesta terça-feira, reportagem do g1 apontou que ao menos 43 cidades de SP cancelam carnaval em 2022 por conta da pandemia. As prefeituras temem nova onda de Covid. Na capital paulista, a gestão municipal manteve o cronograma e quer criar comitê com Recife, Salvador, Rio de Janeiro e Belo Horizonte para tomar decisões de forma conjunta.

A diretora da OMS citou o carnaval no Brasil enquanto analisava quais devem ser as estratégias globais no atual momento da pandemia. Ela ressaltou, entre outros pontos, que o momento exige políticas públicas baseadas em evidências científicas.

Mariângela disse que é preciso apoiar "reaberturas seguras", com gerenciamento de risco adaptado a cada contexto local. E foi nesta avaliação que a diretora fez o alerta sobre sua preocupação com a folia nas cidades brasileiras.

 

Quarta onda da pandemia

 

O debate sobre a realização do carnaval ocorre no momento em que o Brasil vê a curva de casos e mortes em queda, e países da Europa enfrentam o ressurgimento dos casos. Durante sua palestra no Congresso Brasileiro de Epidemiologia, Mariângela Simão afirmou que é visível a "ressurgência de casos de Covid-19 na Europa".

 

"Tivemos nas últimas 24 horas mais de 440 mil novos casos confirmados. E os dados cumulativos são 255 milhões de casos e 5,1 milhões de óbitos. E é claro que isso reflete uma enorme subnotificação em vários continentes. O mundo está entrando em uma quarta onda, mas as regiões têm tido um comportamento diferente em relação à pandemia", disse Mariângela.

Mariângela apontou ainda que a transmissão permanece concentrada em populações suscetíveis e onde as medidas sociais e de saúde são usadas de forma inconsistente.

 

"Este é um dos fatores determinantes da ressurgência de casos na Europa. Os surtos que estão havendo em diferentes países europeus são por conta do aparecimento de casos em pessoas não vacinadas", disse Mariângela.

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